Casa de Cultura

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Situado na Praça Francisco Ferreira Lopes, o Mercado Velho de Santo Amaro documenta a vocação da Vila de Santo Amaro no século XIX, como entreposto de abastecimento de São Paulo. A localização estratégica, entre Itapecerica, Embu e São Paulo, foi fundamental para o seu desenvolvimento. A vila abastecia a capital de cereais, carvão, pedra de cantaria, vinho e, sobretudo, madeira.

A partir de 1890 surgiram preocupações com melhorias urbanas e foi montado um mercado provisório no Largo Municipal, em 1894, para resolver o problema da comercialização de produtos agrícolas. No mesmo período, foi construído um edifício para abrigar em definitivo o mercado. Localizado na então Praça São Benedito, depois Praça do Mercado, o novo edifício foi inaugurado em 1897.

Além de favorecer a comercialização do que era produzido em uma extensa zona rural, constituía uma das principais fontes de arrecadação do município, até a anexação à capital em 1935.

Seu edifício, de planta quadrada, sofreu poucas modificações ao longo do tempo. No entanto, a necessidade de ampliação do espaço útil levou a reformas que se resumiram à execução de uma cúpula de quatro águas e de dois puxados laterais de seis colunas cada um, em 1903.

O mercado de Santo Amaro manteve suas funções originais até 1958, quando foi inaugurado um prédio maior e mais moderno, próximo ao cemitério. Desde então, o antigo edifício foi usado como biblioteca circulante, funerária, depósito de equipamentos destinados a parques e jardins públicos.

Tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) e pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), o Mercado Velho funciona, atualmente, como Casa de Cultura Santo Amaro.

Desde 2002, tornou-se palco de um movimento cultural inovador, chamado Samba da Vela, que consiste em uma reunião de sambistas, às segundas-feiras, a partir das 20h30, nas quais novos compositores apresentam suas obras ao público. Antes de cantar o samba, contam o porquê da sua criação e sua história.

As composições apresentadas são registradas em um caderno. A reunião tem início quando se acende uma vela e se entoa uma canção. O evento costuma reunir 300 pessoas em média, é gratuito e dura até a chama da vela se apagar. A solução foi adotada em virtude da grande empolgação das primeiras reuniões, que chegaram a varar a madrugada.

E assim o velho mercado parece renovar sua vocação, alimentando e animando a vida social de Santo Amaro e de São Paulo.

Departamento do Patrimônio Histórico

Fonte: Site da Prefeitura de São Paulo